Relatos dos Viajantes


Viajando para San Andrés entre 8 e 23 de março


Marcos Paulo e Tainá Nunes


Viajando para San Andrés entre 8 e 23 de março

Eu e minha esposa gostamos de hiper planejar as férias. Para nós, é prazeroso todas as pesquisas e já irmos sonhando com o local programado, além é claro, de reduzir imprevistos (e custos, rs). 
 
Passagens:

Uso muito o programa de pontos Multiplus da Tam, combino compras em sites que dão
 ponto
s, com o uso dos meus cartões Visa Platinum e Elo Grafite  do Banco do Brasil, assim, comprei as passagens de Vitória (ES) para San Andrés por 14 mil pontos o trecho por pessoa, em agosto de 2015, assim, só paguei as tarifas. Moleza!
 
A Pousada:
Escolhemos a pousada nativa J&J Forbes, comprado pelo Decolar.com, onde 13 noites saiu por R$ 1.963,00 já com os impostos.
Esta pousada nativa é como se fossem umas quitinetes, quarto conjugado com uma pequena cozinha (onde a gente fez bastante coisa), e banheiro individual. Tudo isso dentro do espaço da casa dela. A entrada é independente. Ar condicionado e WIFI grátis são primordiais para nós.
Aqui eu recomendo muito, mas muito mesmo, pois mesmo com o preço muito baixo, tudo é super limpinho, dá pra ir à pé ao centro, e mesmo se estivéssemos com  preguiça, um mototaxi é 2000 COP.
A Lili, dona da pousada é um amor de pessoa, nos deixa à vontade, limpa e arruma o quarto todos os dias, nos trata sempre com sorriso e carinho, como se fossemos realmente convidados dela. Para se ter ideia, em um dia que nós não saímos, ela veio saber se estávamos bem, perguntava sempre se a gente precisava de alguma coisa(sem ser chata ou inconveniente), se ofereceu para lavar alguma peça de roupa se precisássemos, e até no dia 19/03 me trouxe pessoalmente um brownie, pois era dia del hombre!

Fora que, ao ficarmos em uma pousada nativa, a gente colabora com os próprios nativos, visto que os donos dos grandes hotéis não são de San Andrés. 
 
 
 
Conexão em Bogotá:
Como nosso voo Tam/Lan chegava a tarde em Bogotá e saía no outro dia pela manhã para San Andrés, fiz reserva no Hotel Habitel. Outro acerto! O hotel é excelente, deu pra ir a pé do aeroporto, com café da manhã e translado de 15 em 15 min grátis para o aeroporto novamente.
Em Bogotá que compramos nossas tarjetas de turismo já na área de embarque, o que é meio arcaico e sem sentido, pois nada é conferido, um bloquinho de papel carbonado, onde vc escreve a mão seus dados, de onde vem, pra onde vai, por quanto tempo e mantém com vc até o fim na estadia. No tempo da internet isso ficou pra traz na minha opinião.
Bogotá é um pouco frio e senti um pouco de dificuldade de respirar por causa da altitude, mas nada muito absurdo. 
 
 
Aeroporto de San Andrés:
Pequeno e um pouco bagunçado, muitas filas. Não sei quanto tempo tinha, mas o raio x das bagagens estavam quebrados e tivemos que abrir as malas para que policias enfiassem as mãos e revistassem. Já aqui, depois de passar por 3 aeroportos sem tocar na nas malas, achei um absurdo futucar no meio das minhas cuecas, mas tudo bem, passou, respira que você chegou em San Andrés.
 
A cidade:
O problema da sujeira na cidade facilmente se resolveria se houvesse uma equipe de limpeza rodeando a ilha para catar o lixo e um pouco de investimento em educação, pois não são os turistas que sujam jogam latinha de cerveja e afins em todo lugar, são os moradores mesmo.
Exemplo disso foi que eu fui perguntar para um morador onde poderia jogar uma garrafa d’agua vazia e ele me respondeu: “Joga aí mesmo...” em um cantinho já com lixo.
 
O transito é meio doido mesmo, carrinhos de golfe, mules de vários tamanhos, carros, caminhões, ônibus e muitas motos (onde se transportam 2,3,4 ou 5 pessoas e absolutamente ninguém usa capacete) se entendem buzinando freneticamente para tudo. Porém uma buzinada na sua traseira é normal e não é motivo de xingamento, diferente do Brasil onde dá até morte.  
 
Volta à ilha:
Optamos por fazê-la de moto no nosso primeiro dia 
inteiro na ilha (uma scooter sem marchas), pelo preço, agilidade e porque tem um baú onde podemos guardar nossas coisas. Pagamos 70 mil COP pela manhã para devolver às 18h.
Assim, empolgadíssimos, conhecemos os limites da ilha e de quebra já paramos em alguns pontos de interesse como La piscinita, West View, Hojo Soprador, Primeira Igreja batista, Casa Isleña ...
 
Parasail:
Muito bacana, ficamos a mais de 100m de altura e rende ótimas fotos. Custa 150 mil COP por pessoa e fica mais ou menos uns 15 min lá no alto. Não espere emoção e adrenalina neste passeio, é bem tranquilo.
 
Praia do centro – Spratt Bight:
Pela comodidade é bacana ficar em uma praia perto. Areias brancas e aguas mornas, ondinhas pequenas e mar em seus vários tons de azul.   
 
Jhonny Cay + Acuarios:
Fizemos este combo que saiu pela manhã e foi direto para Acuarios/Haines Cay. Lá ficamos até 11:30h e é ótimo pro Snorkel. Muita vida marinha. Depois fomos para a ilha de Jhonny Cay, que é a ilha que fica de frente para a praia do centro. Muito bonita, já na saída do barco se combina o almoço com o pessoal do passeio. Lá agua consegue ser ainda mais transparente e azul. Demais! Pagamos 50 mil COP pelo passeio + 5 mil pela taxa, cada um.
 
Rocky Cay
Fomos de ônibus que custa 2 mil COP. Ô prainha boa. Mar tranquilo, dá pra ir à pé até a ilha de Rocky Cay, bom lugar para snorkel, restaurante bom na frente. Foi nossa praia favorita. Lá alugamos Jet Ski que custou 100 mil COP / meia hora.
Também lá fica o Aqua Beach Club, um ótimo restaurante na areia da praia.   
  
Mantarrayas:
Esse passeio nada mais é do que o acuario só que na parte da tarde. Fica um rapaz segurando uma arraia para todos tirarem fotos. Eles dizem que passa em um manguezal e tal, mas é tudo balela, se fazem de besta e dá no mesmo que ir só para o acuario.
Sinceramente, não entendo por que custa 25 mil COP e só acuario custa 15 mil COP.
A melhor opção pra mim é o Jhonny Cay + Acuario que custa 25 mil COP e, de repente tem algum rapaz com arraia cobrando 5 mil para quem quiser tirar foto.
  
Mergulho:
Após várias recomendações, combinamos com o Paul e foi muito bom mesmo. Buscou-nos no horário combinado via WattsApp na pousada. Mencionamos a indicação e ele nos cobrou 130 mil COP por pessoa.  Ele e o seu parceiro Mizael (que fez aulas e fala português) são ótimos. Explica tudo timtim por timtim, e fica sempre do nosso lado. Passou muita segurança.
Para fotos com a câmera deles é mais 50 mil, como o Mizael tirou fotos com nossa câmera e foi  tão legal, pagamos os 260 mil do mergulho e demos mais 40 mil de “propina”.
Comida:
La Regata: realmente é o melhor da ilha. Diferente e requintado. Vale muito ir. Os pratos são individuais: Lagostas à mais ou menos 90 mil, Langostins à 60 mil, outros pratos entre 35 e 45 mil.
 
Miss Celia: ouvi muito falar e fui, pra mim restaurante normal. Preço normal. Comida normal. Nada de mais.
 
Beer Station: Excelente hambúrguer com batata rústica. Preço Justo.
 
Restaurantes populares:
São pequenos restaurantes onde os próprios nativos comem, indico muito pois além da comida caseira ser uma delícia, os pratos são por volta de 15 mil COP. Ficam no centro em uma ruazinha paralela, próximo ao Coco Loco. Bom para comer pescado entero, vem acompanhado de uma sopa e uma limonada. O que mais gostamos foi o EL ESCOCES.  
 
Pratos típicos de San Andrés:
Recomendo para quem gosta de experimentar novos sabores como eu gosto!
Rondón - Um filé de peixe , caracol , mandioca , batata, inhame, rabo de porco salgado , banana cozida e domplines (tortillas de farinha ) , embebido e cozido no leite de coco com pimenta.
 
Sopa de caranguejo – Sopa obviamente com caranguejo desfiado e pedaços de porco salgado. 
 
Limonadas de coco – Famosíssimas , tem de outros sabores também. Mas a de coco é a melhor e a que mais gostamos foi do Café-Café.
 
Um sábado a noite:
Fomos ao Bocca de oro, atraídos por uma ótima banda de reggae tocando ao vivo, sucessos de Bob Marley, etc. Gostamos muito.
 
Por do sol:
Uma tarde fomos à parte oeste da ilha só pra ver o por do sol. É um espetáculo.
Obs: Lembra do repelente? Então, lembra.
 
Itens obrigatórios em San Andrés:
- Action Cam (Go Pro ou similar): tem que ter! No meu caso tenho a SJ4000 e recomendo muito, pode ser comprada no mercado livre por mais ou menos 500 reais, qualidade boas de fotos e vídeos.
 
- Sapatilha e Snorkel: tem que ter! Podem ser comprados na ilha.
 
- Protetor e repelente: obviamente protetor e no cair da tarde tem muito mosquito. Sei lá, essas epidemias aí...
 
- Bolsa estanque: Usamos todos os dias uma que comprei na Decatlon de 20l. Coloca tudo ali e vai pra água sem preocupação com furtos. Pra mim valeu muito a pena, pois só estávamos nós dois, não molha nada.
 
Conclusão:
Olha, superou as minhas expectativas que já não eram pequenas. Este lugar é incrível e é bem acessível financeiramente falando.
O mar é inexplicável, as pessoas são muito prestativas e educadas. Não vi nenhum abuso, ou aquele assédio extremo por parte dos vendedores, sejam de passeio ou de mercadorias. 
Há muito que fazer na ilha, espanta qualquer tédio.
Como é tax free, perfumes, chocolates e eletrônicos são mais baratos que no Brasil, mas nem fiquei pesquisando que não era nosso foco.
Tem vida noturna para os baladeiros, mas não é a nossa “praia”.
 
Com carinho,
Marcos e Tainá Nunes